quarta-feira, 6 de agosto de 2014

RÔMULO E REMO




A história da fundação de Alba Longa é contada na obra Ab urbe condita (que quer dizer Desde a fundação da cidade), escrita pelo romano Tito Lívio no século I a.C. e mais conhecida atualmente como História de Roma.

Tito Lívio conta: Com a morte de Sílvio Procas, o décimo segundo rei de Alba Longa, seu filho mais velho, Numitor, que assumiu o lugar do pai, foi expulso do trono pelo irmão mais novo Amúlio. Com medo de perder o trono para os descendentes de Numitor, Amúlio matou o sobrinho Lauso e obrigou a sobrinha, Rea Sílvia a se tronar vestal (Sacerdotisa de Vesta, deusa romana do fogo e do lar. As vestais não podiam se casar).

Mas Rea Sílvia se uniu a Marte, deus romano da guerra, e deu a ele dois filhos gêmeos, Rômulo e Remo. Para puni-la, Amúlio ordenou que os recém-nascidos fossem colocados numa cesta e lançados no rio Tibre. A cesta, porém, encalhou numa das margens do rio e uma loba encontrou as crianças. Como ela acabara de perder seus filhotes, passou a amamentar Rômulo e Remo. Algum tempo depois, um pastor chamado Fáustolo encontrou os meninos e levou-os para casa, onde sua mulher os criou.

Estátua em bronze do século V a.C. Loba amamentando Rômulo Remo, símbolo da origem de Roma
Anos mais tarde, acusado de roubo, Remo foi capturado e levado à presença do rei Amúlio. Fáustolo, o pastor, resolveu então contar a Rômulo a história de sua origem. Rômulo foi até Alba Longa, libertou seu irmão, matou Amúlio e devolveu o trono a seu avô Numitor.
Os dois irmãos resolveram então fundar uma cidade, mas se desentenderam em relação ao melhor lugar para isso. Na luta que se seguiu, Rômulo matou Remo e fundou Roma, da qual se tornou o primeiro rei. Era o ano de 753 a.C..

 

 

TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ROMA


 

Hoje em dia, os caminhos terrestres, aéreos ou marítimos levam viajantes a qualquer lugar. Porém, quando queremos dizer que todas as alternativas têm a mesma solução, dizemos que “todos os caminhos levam a Roma”. A tradição vem, é claro, dos tempos da antiga Roma, quando a cidade dos césares era o umbigo do mundo. “No século 1, quando o Império ia da Bretanha (na atual Inglaterra) à Pérsia (no atual Irã), Roma chegou a ter 80 mil quilômetros de estradas”, segundo pesquisa da historiadora Maria Luiza Corassin, da Universidade de São Paulo.

Mas as vias romanas não eram como as atuais, nem seus propósitos eram os mesmos. “Elas não se destinavam ao transporte de pessoas e cargas. Chamadas de cursus publicus, eram muito mais um meio de comunicação, por onde mensageiros levavam ordens de um canto a outro do império”, afirma Maria Luiza. Segundo ela, esse correio era tão eficiente que podia percorrer 270 quilômetros em um dia, marca que não foi superada na Europa até o século 19.


Com os romanos, a engenharia rodoviária atingiu o ponto máximo de eficiência e aprimoramento tecnológico da antiguidade. No auge do poder de Roma, foram construídos perto de 85.000km de estradas que ligavam a capital às fronteiras mais distantes do império. Irradiavam de Roma 29 grandes estradas militares, das quais a mais conhecida é a via Ápia, que se estendia por 660km. Há divergências sobre a origem dos métodos romanos de construção de estradas, mas é consenso que seus principais mestres foram etruscos do norte da Itália. Os romanos incorporaram também técnicas aprendidas de diversos outros povos, como os cartagineses, fenícios e egípcios.

As estradas romanas eram verdadeiros prodígios para a engenharia da época. Eles usavam pedras e cimento acomodados sobre leitos aplainados e aterrados. As vias eram traçadas sempre em linha reta e passavam por cima de lagos, pântanos e montanhas. As pedras para o calçamento tinha superfícies curvas para facilitar a drenagem, outra novidade para a época. Ao largo delas havia postos de parada e descanso para guarnições militares.

Decadência do sistema rodoviário

No auge do Império Romano, o comércio pelas rodovias ligava as culturas da Europa, norte da África, Anatólia, China e Índia. Mas esse sistema dependia dos impérios, principalmente o romano e, com seu declínio a partir do século IV da era cristã, as rotas comerciais tornaram-se os caminhos de invasão. Praticamente todas as redes rodoviárias sofreram um processo irreversível de decadência.

Testemunhas do poder, da tecnologia e do espírito conquistador dos romanos, essas estradas não resistiram, porém, às invasões bárbaras a partir do século 3. Anos depois da queda definitiva do Império Romano do Ocidente, em 476, as pedras cortadas e polidas com precisão foram utilizadas para erguer os castelos medievais.

Por volta do século XII, renasceu o interesse pela construção e manutenção das estradas, especialmente na Europa, mas a peste negra do século XIV e as contínuas guerras entre principados interromperam novamente o processo.

Os vestígios de algumas dessas estradas romanas ainda podem ser vistos na Bretanha, por exemplo, ou em Roma, onde a principal delas, a Via Ápia, ainda recebe todos os anos milhões de visitantes.

.:: Aventuras na História / Porto Gente

O SURGIMENTO DO IMPERIO ROMANO


 

O surgimento do Império veio como consequência do esforço de expansão crescente de Roma durante os séculos III e II a.C.
Segundo alguns historiadores, a população sob o domínio de Roma aumentou de 4 milhões em 250 a.C. para 60 milhões em 30 a.C., o que ilustra como Roma teve o seu poder ampliado nesse período, de 1.5% da população mundial, para 25%.
Nos últimos anos do século II a.C., Gaius Marius transformou o Legião romana num exército profissional, no qual a lealdade dos soldados de uma legião era declarada ao general que a liderava e não à sua pátria. Este fato, combinado com as numerosas guerras que Roma travou nos finais da República (Invasão dos Cimbros e Teutões, Guerras contra Mitridates, rei do Ponto, entre outras, a culminar nas guerras civis do tempo de César e Augusto) favoreceu o surgimento de uma série de líderes militares (Sulla, Pompeu, Júlio César), que, apercebendo-se da força à sua disposição, começam a utilizá-la como meio de obter ou reforçar o seu poder político.
As instituições republicanas encontravam-se em crise desde o princípio do século I a.C., quando Lucius Cornelius Sulla quebrou todas as regras constitucionais ao tomar a cidade de Roma com o seu exército, em 82 a.C., para se tornar ditador vitalício de seguida. Sulla resignou e devolveu o poder ao senado romano, mas no entanto o precedente estava lançado.
Júlio César (100-44 a.C.).
Esta série de acontecimentos culminou no Primeiro Triunvirato, um acordo secreto entre César, Pompeu e Crasso. Tendo este sido desfeito após a derrota de Crasso em Carrhae (53 a.C.), restavam dois líderes influentes, César e Pompeu; estando Pompeu no lado do Senado, este declara César inimigo de Roma, ao que César respondeu, atravessando o Rubicão e iniciando a Guerra Civil. Tendo vencido Pompeu em Farsalia (Agosto 48 a.C.) e as restantes forças opositoras em Munda (45 a.C.), tornou-se efectivamente a primeira pessoa a governar unipessoalmente Roma, desde o tempo da Monarquia. O seu assassinato pouco tempo depois (Março 44 a.C.), às mãos dos conspiradores liderados por Brutus e Cássio, terminou esta primeira experiência de governo unipessoal do estado romano.
Por esta altura, já a República tinha sido decisivamente abalada, e após a derrota final dos conspiradores, o surgimento do Segundo Triunvirato, entre Octávio, Marco António e Lépido, e a sua destruição na Guerra Civil seguinte, culminando na decisiva Batalha de Actium (31 a.C.), deixou Octávio como a única pessoa com poder para governar individualmente Roma, tornando-se efectivamente no primeiro imperador romano, fundando uma dinastia (Júlio-Claudiana) que só a morte de Nero (68 d.C.) viria a terminar.
Uma vez que o primeiro imperador, César Augusto, sempre recusou admitir-se como tal, é difícil determinar o momento em que o Império Romano começou. Por conveniência, coloca-se o fim da República em 27 a.C., data em que César Augusto adquire este cognome e em que começa, oficialmente, a governar sem parceiros. Outra corrente de historiadores coloca o princípio do Império em 14 d.C., ano da morte de Augusto e da sua sucessão por Tibério.
Augusto (63 a.C.-14 d.C.).
Nos meios acadêmicos, discutiu-se bastante a razão pela qual a sociedade romana, habituada a cerca de cinco séculos de república, aceitou a passagem a um regime monárquico sucessório. A resposta centra-se no estado endêmico de guerra civil que se vivia nos anos prévios a Augusto e no longo reinado de quarenta e cinco anos que se seguiu, notável pela paz interna. Com a esperança de vida média em cerca de quarenta e cinco anos, à data da morte de Augusto, o cidadão romano médio não conhecia outra forma de governação e estava já preparado para aceitar um sucessor.
O reinado de César Augusto é considerado por todos os historiadores como um período de prosperidade e expansão. A nova estrutura política criada por Augusto designa-se por "principado", sendo o chefe do império designado por princeps civium (o primeiro dos cidadãos) e ao mesmo tempo princeps senatus (o primeiro do Senado). O termo princeps está na origem da palavra príncipe, que não era o título do chefe do Estado. O título era "César" e foi este que Augusto e seus sucessores adoptaram.
Augusto era também comandante-chefe do exército e decidia a guerra ou a paz e auto-nomeou-se "tribuno por toda a vida". Augusto, que não era especialmente dotado para a estratégia, mas tinha bons generais como Agripa na sua confiança, anexou oficialmente o Egipto, que já estava sob domínio romano havia 40 anos, toda a península Ibérica, a Panónia, a Judeia, a Germânia Inferior e Superior e colocou as fronteiras do Império nos rios Danúbio e Reno, onde permaneceram por 400 anos.
O império que Augusto recebeu era vasto e heterogêneo, com várias línguas e vários povos. O grego era a língua mais falada nos territórios orientais, e o latim progredia pouco nestes territórios, mas nos territórios ocidentais era a língua mais falada. Augusto passou a tratar todos os habitantes do império como iguais e visitou várias zonas para verificar quais os problemas de cada província, assim estas floresceram e atingiram o máximo do seu desenvolvimento.

Fonte:Valter Pitta

sábado, 2 de agosto de 2014

A REPÚBLICA DE ROMA


A REPÚBLICA DE ROMA

O período republicano marca o fim da monarquia, com o golpe político encabeçado pelos senadores romanos. Pertencentes à classe patrícia, esses senadores foram os responsáveis por uma reforma política que centralizou o poder político nas mãos da aristocracia romana. Porém, ao longo do tempo, com a deflagração das revoltas plebéias, as instituições políticas de Roma foram obrigadas a acolherem esse grupo social.

Os magistrados foram um novo grupo que auxiliava o Senado no desempenho das tarefas político-administrativas de Roma. Os magistrados tinham grandes atribuições e podiam ter cargos que diferiam em função da tarefa desempenhada. No topo das magistraturas estavam os cônsules. Eram dois magistrados que tinham por obrigação presidir as sessões senatoriais e assembléias. Eles também comandavam os exércitos e conduziam os cultos públicos.

Os pretores eram os magistrados que tratavam das questões jurídicas. Esses eram divididos em pretores urbanos, responsáveis pela justiça na cidade, e os pretores peregrinos, que tratavam da justiça no meio rural e entre os estrangeiros. Exercendo um cargo temporário (5 anos), os censores deviam contar a população e classificá-la de acordo com seu nível de renda. Além disso, podiam conduzir trabalhos públicos e vigiar os cidadãos romanos.

O edis tinham funções diversas. Podiam ser responsáveis pela preservação da cidade de Roma, pelo abastecimento e o policiamento da população. Os questores eram uma classe de magistrados que tratava das finanças de Roma. Cuidavam dos recursos financeiros depositados no Templo de Saturno e eram consultados pelos cônsules na administração das verbas públicas e no gasto com campanhas militares. Uma última magistratura criada em Roma foi a dos Tribunos da Plebe. Eles podiam vetar qualquer lei que ferisse os interesses dos plebeus, exceto em tempo de guerra ou na vigência de uma ditadura.

Ao logo dos séculos V e III a.C., o problema do sistema político excludente concebido pelos patrícios foi alvo de intensa recriminação por parte dos plebeus. Sendo uma classe social de composição mista, a condição do plebeu podia variar desde a de um rico comerciante, indo até a um simples trabalhador livre. Em uma série de revoltas que aconteceram nesse período, os plebeus conseguiram direito de participação política dentro de Roma. Com o advento das revoltas plebéias acabaram conseguindo a aprovação de várias reformas em forma de lei.

Sob o aspecto político-militar, Roma empreendeu um projeto expansionista que já no século III a.C. fez com que toda Península Itálica estivesse sob controle romano. Com o advento da guerra contra os cartagineses, Roma pôde empreender o início de um projeto de expansão que colocou toda região próxima do Mar Mediterrâneo sob o seu controle. Essa expansão territorial ocasionou profundas transformações para Roma. O enriquecimento dos patrícios, a proletarização dos plebeus e ascensão dos generais levaram novas questões à tona.

Nesse contexto, a exigência por reformas agrárias, propostas pelos irmãos Graco (II a. C.), eclodiram uma tensão social que envolvia a situação de penúria dos pequenos proprietários e a ganância dos patrícios. Na passagem dos séculos II e I a.C., as tensões sociais perduraram e as ditaduras ganharam espaço. Mário e Sila foram os grandes ditadores da época. O primeiro aspirando à ampliação dos direitos plebeus, e o último mantendo o poder da aristocracia. Com a manutenção da instabilidade político social, os generais romanos passaram a aspirar maior participação política.
Os triunviratos foram uma experiência política em conseqüência da ascensão dos generais romanos. O Primeiro era formado por Júlio Cesar, Pompeu e Crasso. Com a morte de Crasso, Julio César empreendeu uma guerra contra Pompeu. Vencendo o conflito, Julio César buscou a condição política de ditador. Logo em seguida, o segundo triunvirato foi composto por Marco Antônio, Otávio e Lépido. Nessa última versão, o triunvirato se esfacelou mediante a ascensão militar de Otávio, primeiro imperador de Roma.
Fonte:Rainer Sousa

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PROF. CARLOS OLIVEIRA

ROMA ANTIGA


ROMA ANTIGA

Roma, capital da Itália, é uma das principais cidades do mundo. Nela o passado
e o presente se misturam. Ao mesmo tempo que é uma das capitais da moda e dos grandes estúdios de cinema, é também o local onde estão as ruínas do Circo Máximo, do Coliseu e do Fórum, monumentos que documentam o passado glorioso da cidade.

Roma está situada na península Itálica, uma faixa de terra, em forma de bota, que avança pelo mar Mediterrâneo. Ao norte, a península é limitada por um conjunto de montanhas, os Alpes; a leste, é banhada pelo mar Adriático; a oeste, pelo mar Tirreno; e ao sul, pelo mar Mediterrâneo.

As fontes arqueológicas de que os historiadores dispõem revelam que o território onde Roma surgiu era, no início, ocupado por pastores que construíram suas aldeias no alto das colinas de Lácio. Por volta do século VIII a.C., essas aldeias se uniram formando a Liga das Sete colinas, com o objetivo de se protegerem dos sabinos, um povo estranho ao Lácio, Da união dessas aldeias surgiu a cidade de Roma.

Uma origem envolta em lendas

Os gregos costumavam explicar a origem de suas cidades recorrendo à mitologia. Os atenienses diziam que Atenas tinha sido fundada por Teseu, herói que teria matado o Minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de touro que vivia no labirinto de Creta.

Da mesma forma, os romanos associavam a fundação de Roma a um herói lendário, um semideus chamado Enéias, filho de um pobre pastor, Anquises, e da deusa Vênus. Enéias era o último sobrevivente da Guerra de Tróia.

Para os romanos, era bom descender dos troianos porque eles eram vistos como bravos guerreiros, que resistiram a dez anos de cerco imposto pelos gregos à sua cidade. Atribuir a fundação da cidade a um deles ou a um de seus descendentes, significava dar a Roma uma origem gloriosa.

Segundo a Ilíada, a Guerra de Tróia foi vencida pelos gregos que entraram na cidade utilizando um estratagema proposto por Ulisses, rei de Ítaca, ilha que fazia parte da Grécia. De acordo com o plano de Ulisses, o exército de Agamenon fingiu se retirar, mas deixou em frente ao portão de Tróia um gigantesco cavalo feito em madeira com soldados em seu interior. Ao mesmo tempo, foi enviada uma mensagem aos habitantes da cidade: o cavalo – animal sagrado para os troianos – era um presente do exército que se retirava.

Acreditando na boa-fé do inimigo, os troianos arrastaram o cavalo para o interior das muralhas e promoveram uma grande festa para celebrar o fim da guerra. À noite, enquanto os troianos se embriagavam, os soldados gregos saíram do cavalo e abriram os portões de Tróia para o exército de Agamenon. Uma vez dentro da cidadela, os soldados de Agamenon passaram a fio de espada centenas de troianos, seqüestraram e escravizaram suas mulheres, devolveram Helena a seu marido, o rei de Esparta, Menelau, e puseram fogo ao que restava de Tróia.

No meio da noite, apenas um pequeno grupo de troianos escapou da cidade em chamas. O líder desse grupo era Enéias.

Os reis de Roma

Conta-se que Roma teve sete reis – quatro romanos e três etruscos. No tempo dos reis, a cidade era apenas o local onde ficavam os templos religiosos, o palácio real e onde os chefes das famílias para discutir assuntos de seu interesse.

Por volta de 650 a.C., os etruscos invadiram e conquistaram Roma e, em seguida, empenharam-se na sua  modernização: drenaram pântanos, construíram redes de esgotos, altas muralhas e uma ponte ligando as duas margens do Tibre. Incentivaram também o artesanato em cerâmica e bronze e ativaram o comércio interno.

Os reis de Roma governavam a cidade com o auxílio do Senado (formado pelos chefes das principais famílias) e de uma assembléia. Já naquele tempo, as diferenças sociais eram acentuadas. Os patrícios, descendentes  das famílias mais antigas da cidade eram os donos das maiores e melhores terras e o únicos a possuir direitos políticos.

Os plebeus eram em grande parte descendentes dos povos vencidos. Trabalhavam como pequenos agricultores, artesãos ou mercadores. Não tinham direitos e podiam ser escravizados por dívidas.

Alguns plebeus eram clientes das famílias patrícias, ou seja, prestavam serviços a elas e recebiam em troca proteção e auxílio.

No tempo da Monarquia, o número de escravizados em Roma era pequeno: eram prisioneiros de guerra, filhos de pais escravizados ou pessoas condenadas pela justiça.

Para se fortalecerem, os reis etruscos procuraram diminuir o poder dos patrícios, apoiando-se nos plebeus. Os patrícios reagiram promovendo uma revolta que derrubou o último rei etrusco de Roma, Tarquínio, o Soberbo, e fundaram a República romana em 509 a.C.

fonte: História Sociedade & Cidadania – Alfredo Boulos Junior

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