sábado, 2 de agosto de 2014

A REPÚBLICA DE ROMA


A REPÚBLICA DE ROMA

O período republicano marca o fim da monarquia, com o golpe político encabeçado pelos senadores romanos. Pertencentes à classe patrícia, esses senadores foram os responsáveis por uma reforma política que centralizou o poder político nas mãos da aristocracia romana. Porém, ao longo do tempo, com a deflagração das revoltas plebéias, as instituições políticas de Roma foram obrigadas a acolherem esse grupo social.

Os magistrados foram um novo grupo que auxiliava o Senado no desempenho das tarefas político-administrativas de Roma. Os magistrados tinham grandes atribuições e podiam ter cargos que diferiam em função da tarefa desempenhada. No topo das magistraturas estavam os cônsules. Eram dois magistrados que tinham por obrigação presidir as sessões senatoriais e assembléias. Eles também comandavam os exércitos e conduziam os cultos públicos.

Os pretores eram os magistrados que tratavam das questões jurídicas. Esses eram divididos em pretores urbanos, responsáveis pela justiça na cidade, e os pretores peregrinos, que tratavam da justiça no meio rural e entre os estrangeiros. Exercendo um cargo temporário (5 anos), os censores deviam contar a população e classificá-la de acordo com seu nível de renda. Além disso, podiam conduzir trabalhos públicos e vigiar os cidadãos romanos.

O edis tinham funções diversas. Podiam ser responsáveis pela preservação da cidade de Roma, pelo abastecimento e o policiamento da população. Os questores eram uma classe de magistrados que tratava das finanças de Roma. Cuidavam dos recursos financeiros depositados no Templo de Saturno e eram consultados pelos cônsules na administração das verbas públicas e no gasto com campanhas militares. Uma última magistratura criada em Roma foi a dos Tribunos da Plebe. Eles podiam vetar qualquer lei que ferisse os interesses dos plebeus, exceto em tempo de guerra ou na vigência de uma ditadura.

Ao logo dos séculos V e III a.C., o problema do sistema político excludente concebido pelos patrícios foi alvo de intensa recriminação por parte dos plebeus. Sendo uma classe social de composição mista, a condição do plebeu podia variar desde a de um rico comerciante, indo até a um simples trabalhador livre. Em uma série de revoltas que aconteceram nesse período, os plebeus conseguiram direito de participação política dentro de Roma. Com o advento das revoltas plebéias acabaram conseguindo a aprovação de várias reformas em forma de lei.

Sob o aspecto político-militar, Roma empreendeu um projeto expansionista que já no século III a.C. fez com que toda Península Itálica estivesse sob controle romano. Com o advento da guerra contra os cartagineses, Roma pôde empreender o início de um projeto de expansão que colocou toda região próxima do Mar Mediterrâneo sob o seu controle. Essa expansão territorial ocasionou profundas transformações para Roma. O enriquecimento dos patrícios, a proletarização dos plebeus e ascensão dos generais levaram novas questões à tona.

Nesse contexto, a exigência por reformas agrárias, propostas pelos irmãos Graco (II a. C.), eclodiram uma tensão social que envolvia a situação de penúria dos pequenos proprietários e a ganância dos patrícios. Na passagem dos séculos II e I a.C., as tensões sociais perduraram e as ditaduras ganharam espaço. Mário e Sila foram os grandes ditadores da época. O primeiro aspirando à ampliação dos direitos plebeus, e o último mantendo o poder da aristocracia. Com a manutenção da instabilidade político social, os generais romanos passaram a aspirar maior participação política.
Os triunviratos foram uma experiência política em conseqüência da ascensão dos generais romanos. O Primeiro era formado por Júlio Cesar, Pompeu e Crasso. Com a morte de Crasso, Julio César empreendeu uma guerra contra Pompeu. Vencendo o conflito, Julio César buscou a condição política de ditador. Logo em seguida, o segundo triunvirato foi composto por Marco Antônio, Otávio e Lépido. Nessa última versão, o triunvirato se esfacelou mediante a ascensão militar de Otávio, primeiro imperador de Roma.
Fonte:Rainer Sousa

AVISO IMPORTANTE!!!!

IMPORTANTE!!!!

IMPORTANTE!!
ESTE É UM BLOG EDUCACIONAL. O SEU CONTEÚDO É FORMADO PRICIPALMENTE POR TEXTOS DE DIFERENTES AUTORIAS. O OBJETIVO DO BLOG É DISSEMINAR O CONHECIMENTO EM HISTÓRIA, ESPECIALMENTE AOS ALUNOS DO COLÉGIO EM QUE LECIONO. ESTE BLOG NÃO POSSUI FINS LUCRATIVOS.
ATENCIOSAMENTE.
PROF. CARLOS OLIVEIRA

ROMA ANTIGA


ROMA ANTIGA

Roma, capital da Itália, é uma das principais cidades do mundo. Nela o passado
e o presente se misturam. Ao mesmo tempo que é uma das capitais da moda e dos grandes estúdios de cinema, é também o local onde estão as ruínas do Circo Máximo, do Coliseu e do Fórum, monumentos que documentam o passado glorioso da cidade.

Roma está situada na península Itálica, uma faixa de terra, em forma de bota, que avança pelo mar Mediterrâneo. Ao norte, a península é limitada por um conjunto de montanhas, os Alpes; a leste, é banhada pelo mar Adriático; a oeste, pelo mar Tirreno; e ao sul, pelo mar Mediterrâneo.

As fontes arqueológicas de que os historiadores dispõem revelam que o território onde Roma surgiu era, no início, ocupado por pastores que construíram suas aldeias no alto das colinas de Lácio. Por volta do século VIII a.C., essas aldeias se uniram formando a Liga das Sete colinas, com o objetivo de se protegerem dos sabinos, um povo estranho ao Lácio, Da união dessas aldeias surgiu a cidade de Roma.

Uma origem envolta em lendas

Os gregos costumavam explicar a origem de suas cidades recorrendo à mitologia. Os atenienses diziam que Atenas tinha sido fundada por Teseu, herói que teria matado o Minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de touro que vivia no labirinto de Creta.

Da mesma forma, os romanos associavam a fundação de Roma a um herói lendário, um semideus chamado Enéias, filho de um pobre pastor, Anquises, e da deusa Vênus. Enéias era o último sobrevivente da Guerra de Tróia.

Para os romanos, era bom descender dos troianos porque eles eram vistos como bravos guerreiros, que resistiram a dez anos de cerco imposto pelos gregos à sua cidade. Atribuir a fundação da cidade a um deles ou a um de seus descendentes, significava dar a Roma uma origem gloriosa.

Segundo a Ilíada, a Guerra de Tróia foi vencida pelos gregos que entraram na cidade utilizando um estratagema proposto por Ulisses, rei de Ítaca, ilha que fazia parte da Grécia. De acordo com o plano de Ulisses, o exército de Agamenon fingiu se retirar, mas deixou em frente ao portão de Tróia um gigantesco cavalo feito em madeira com soldados em seu interior. Ao mesmo tempo, foi enviada uma mensagem aos habitantes da cidade: o cavalo – animal sagrado para os troianos – era um presente do exército que se retirava.

Acreditando na boa-fé do inimigo, os troianos arrastaram o cavalo para o interior das muralhas e promoveram uma grande festa para celebrar o fim da guerra. À noite, enquanto os troianos se embriagavam, os soldados gregos saíram do cavalo e abriram os portões de Tróia para o exército de Agamenon. Uma vez dentro da cidadela, os soldados de Agamenon passaram a fio de espada centenas de troianos, seqüestraram e escravizaram suas mulheres, devolveram Helena a seu marido, o rei de Esparta, Menelau, e puseram fogo ao que restava de Tróia.

No meio da noite, apenas um pequeno grupo de troianos escapou da cidade em chamas. O líder desse grupo era Enéias.

Os reis de Roma

Conta-se que Roma teve sete reis – quatro romanos e três etruscos. No tempo dos reis, a cidade era apenas o local onde ficavam os templos religiosos, o palácio real e onde os chefes das famílias para discutir assuntos de seu interesse.

Por volta de 650 a.C., os etruscos invadiram e conquistaram Roma e, em seguida, empenharam-se na sua  modernização: drenaram pântanos, construíram redes de esgotos, altas muralhas e uma ponte ligando as duas margens do Tibre. Incentivaram também o artesanato em cerâmica e bronze e ativaram o comércio interno.

Os reis de Roma governavam a cidade com o auxílio do Senado (formado pelos chefes das principais famílias) e de uma assembléia. Já naquele tempo, as diferenças sociais eram acentuadas. Os patrícios, descendentes  das famílias mais antigas da cidade eram os donos das maiores e melhores terras e o únicos a possuir direitos políticos.

Os plebeus eram em grande parte descendentes dos povos vencidos. Trabalhavam como pequenos agricultores, artesãos ou mercadores. Não tinham direitos e podiam ser escravizados por dívidas.

Alguns plebeus eram clientes das famílias patrícias, ou seja, prestavam serviços a elas e recebiam em troca proteção e auxílio.

No tempo da Monarquia, o número de escravizados em Roma era pequeno: eram prisioneiros de guerra, filhos de pais escravizados ou pessoas condenadas pela justiça.

Para se fortalecerem, os reis etruscos procuraram diminuir o poder dos patrícios, apoiando-se nos plebeus. Os patrícios reagiram promovendo uma revolta que derrubou o último rei etrusco de Roma, Tarquínio, o Soberbo, e fundaram a República romana em 509 a.C.

fonte: História Sociedade & Cidadania – Alfredo Boulos Junior

VOLTA AS AULAS


domingo, 20 de julho de 2014

FÉRIAS

Férias
O Blog vai entrar de férias, mas continuará de olho nos acontecimentos mais importantes relativos à História e à Educação, que são nossos temas prioritários.
  Parabenizamos os alunos que se dedicaram aos estudos. Lembrando que todo o empenho e esforço produz bons resultados. Que as vitórias conquistadas agora sirvam de suporte para alcançarmos vôos mais elevados no segundo semestre. Desejamos a todos os estudantes e professores bom descanso e um até logo!

ATENCIOSAMENTE
PROFESSOR:CARLOS OLIVEIRA.

DICAS DE PROFESSOR

Aprenda a estudar...
Encontre um lugar para estudar. Deve ser um lugar livre de distrações. Use uma mesa se for possível. Não ligue a TV.
Estabeleça prioridades. Sua educação é importante. Esteja decidido a não ligar a TV até terminar a lição de casa.
Não deixe para depois. Estabeleça uma programação definida para fazer sua lição de casa e apegue-se a ela.
Faça um planejamento. Decida qual é a primeira tarefa que você deve fazer, qual é a segunda e assim por diante. Faça uma lista num papel e estabeleça o tempo que vai gastar em cada uma delas. Quando terminar uma tarefa, risque-a da lista.
Faça pequenas pausas. Se notar que está perdendo a concentração, pare e descanse um pouco, mas recomece o mais rápido possível.
Confie em si mesmo. Lembre-se: o que faz a diferença entre o bom e o mau aluno geralmente é a diligência, não a inteligência.
Você pode ser bem-sucedido na escola. Esforce-se e será recompensado.

Professor:Carlos Oliveira

quinta-feira, 17 de julho de 2014

MAS AFINAL PRA QUE SERVE A HISTÓRIA??

 
 
No seu primeiro dia de aula, provavelmente na segunda fase do ensino fundamental, um professor de História entrou em sala para discutir a importância do estudo dessa matéria. Tal discussão, sem dúvida, é importante. Afinal, as questões e modos de se investigar o passado nessa nova fase do ensino passam a ser mais complexas e você, enquanto indivíduo em formação, já se mostra tentado a levantar algumas questões mais profundas sobre o que aconteceu no passado.

Sabemos que muitos por aí aprenderam que a História é importante para que não cometamos os mesmos erros do passado, para que tenhamos a oportunidade de organizar o agora e o porvir de modo mais seguro. Sob tal perspectiva, o estudo dos fatos consumados teria um valor estratégico. Em outras palavras, essa ideia sugere que a análise e a crítica do passado determinam o alcance de um futuro livre das mazelas que um dia nos afligiu.

De fato, ao observar esse tipo de uso para o passado, somos tentados a romantizar a História como ferramenta indispensável ao progresso. Contudo, seria mesmo correto dizer que a compreensão do passado garante verdadeiramente uma sociedade ou uma civilização mais aprimorada? Se assim fosse, toda a mazela que a Primeira Guerra Mundial trouxe para a Europa incutiria a “lição” de que uma Segunda Guerra Mundial não deveria acontecer. Mas não foi bem assim que as coisas se deram, não é?

Percebendo esse tipo de incoerência é que temos a chance de intuir que a História não tem essa missão salvadora de alertar ao homem sobre os erros que ele não pode cometer novamente. Na verdade, antes de acreditar que as sociedades e civilizações já cometeram um mesmo equívoco duas vezes, devemos entender que esses homens que são objetos de estudo do passado não pensam, sentem, acreditam ou sonham da mesma forma através dos dias, anos, décadas, séculos e milênios.

Sendo assim, a noção de progresso atribuída à História deve ser abandonada em favor de uma investigação dos valores, das relações sociais, conflitos e outros vestígios que nos mostram a transitoriedade e a mutação dos contextos em que os fatos históricos são consumados. É desse justo modo que passamos a entender que o homem e as sociedades que lutaram e sofreram na Primeira Guerra Mundial não são exatamente os mesmos que surgiram no cenário da Segunda Guerra Mundial.

Feita essa reflexão, não devemos chegar ao ponto de pensar que os contextos e períodos em que a História decorre são radicalmente distintos entre si. De uma época para outra, podemos notar que as sociedades não abandonam seu antigo modo de agir para incorporar uma postura completamente inovadora. Em cada período é necessário reconhecer as continuidades e descontinuidades que mostram a força que o passado possuiu enquanto referencial importante na formação dos indivíduos e das coletividades.

Ao realizar esses apontamentos, não devemos acreditar que o passado não passa de um jogo caótico controlado por jogadores (no caso, os homens) que não sabem definir suas próprias regras. Antes disso, é muito mais interessante notar que esse jogo tem feições múltiplas e que as formas de reconhecer a natureza de suas regras podem se transformar de acordo com a forma que olhamos para o passado.

Sendo assim, a investigação do passado se transforma em um grande debate em que cada interessado tem a oportunidade de mostrar uma riqueza inédita sobre um mesmo tema. Na medida em que isso acontece, não só temos a chance de pensar sobre aquilo que o homem já fez, mas também temos uma maneira curiosa, mesmo que seja pela completa diferença, de debater os nossos valores e questionar o agora com os “olhos” de nossos antepassados.

Fonte:Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola